NESTES TEMPOS DIFÍCEIS DE PANDEMIA DE CORONAVÍRUS É FUNDAMENTAL ESTAR BEM PREPARADO, PARCEIRO.

Pandemia do coronavírus. Isolamento social. Quarentena. Nos últimos dias, a vida mudou, e os fatos parecem roteiro de filme de ficção científica. Não é brincadeira, a situação de saúde pública é séria e as autoridades recomendam atenção. O momento não pede calma, mas convida todos a refletir sobre o estilo de vida que levamos.

Enfrentar situações extremas e garantir a própria subsistência por meio de recursos essenciais, como água e alimentos, está na origem do sobrevivencialismo, um movimento de indivíduos que se preparam ativamente para lidar com adversidades e emergências e podem mudar de forma drástica a maneira como se vive. Esse estilo de vida defende que a pessoa deve se interessar por prover todos os recursos que ela precisa para se manter viva e tornar-se responsável pela própria subsistência.

Entre os sobrevivencialistas apoiados pela INVICTUS está Julio Lobo, psicólogo, empresário, atleta e ex-escoteiro, que é uma grande referência deste estilo de vida no Brasil. Ele explica que o sobrevivencialista busca se desconectar um pouco dessa dependência excessiva e ampliar sua capacidade desenvolvendo habilidades, com ênfase na área da defesa, alimentação e autossuficiência. “Enquanto você depende de um supermercado para comer, ou da água que uma concessionária traz pra você, você não é uma pessoa 100% protegida. Tecnicamente você está vulnerável a um possível colapso do sistema” afirma.

 

A INVICTUS reuniu 5 dicas de Julio Lobo para encarar esses tempos difíceis. Confira:

 

confira as dicas

 

 

PREVENÇÃO


É preciso entender que ao longo da história as crises são sempre muito presentes. “Nós temos uma memória muita fraca e esquecemos que em 1918 e 1919, quase 50 milhões, com estimativas mais altas de até 100 milhões de pessoas, morreram por conta da gripe espanhola. Apenas 100 anos atrás”, afirma Lobo. De acordo com ele, desastres, emergências e acontecimentos negativos, sempre aconteceram e sempre irão acontecer nas nossas vidas, seja em nível individual ou social/global. “E aí que nós precisamos nos preparar”, arremata.

PROATIVIDADE


O sobrevivencialista é proativo, ele busca se preparar antes que o pior aconteça para não passar aperto depois. “Não vamos esperar o governo falar para tomarmos cuidado, que um assalto aconteça na nossa residência para então nos preocuparmos com a nossa defesa”, explica. Pesquisar e procurar as diversas formas de estar mais protegido é extremamente importante na visão dos sobrevivencialistas.

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ESTRATÉGIA E BOM-SENSO


O sobrevivencialista pesquisa muito. Antes de observar o cenário, ele já desenvolveu uma análise de risco: entendeu o que aconteceu ao longo da história da sociedade quando pandemias se estabeleceram e como decorreu a situação. A partir disso, compreende para onde o caminho atual está sendo guiado e quais atitudes pode tomar.

E você, guerreiro, deve ser estratégico e não se deixar levar pelo medo. Não vá ao mercado e compre todo o estoque de papel higiênico, isso é inútil. Precisamos analisar o que está acontecendo em nossa volta, compreender e tomar ações para isso.

ALIMENTOS


Não é para ir desesperado no mercado e sair comprando tudo o que enxergar pela frente, mas sim, comprar itens extras gradativamente. É importante ter um planejamento para garantir uma reserva para a alimentação. “Isso nos dá mais segurança, não só num caso de quarentena para enfrentar um coronavírus, mas, por exemplo, numa situação de desemprego”, afirma o sobrevivencialista.

O objetivo agora é que as pessoas mudem a sua mentalidade. “Nós não estamos mais num cenário normal em que você sai para comer, varia de pratos todos os dias na sua casa, em que você tem abundância. Temos que aprender a usar os alimentos de forma diferente, aproveitar o máximo que eles podem oferecer, comer a mesma comida por vários dias, ponderar o consumo para criar uma provisão”, afirma.

 

FONTES DE INFORMAÇÃO


Busque fontes confiáveis de informação e administre as doses. Em tempos de coronavírus, há muitas notícias falsas circulando. Além disso, o consumo ininterrupto de notícias sobre o assunto pode gerar ansiedade e pânico desnecessários.

Então, parceiro, o ser humano naturalmente só reage quando está em situações adversas. Para resolver o problema que estamos enfrentando de forma organizada, precisamos ser estratégicos, ter bom-senso, não se deixar tomar pelo medo, e ser resilientes. “O indivíduo resiliente é aquele que aguenta as porradas da vida, consegue raciocinar. Vê os fatos, entende as possibilidades, coloca isso dentro da realidade em que vive e tira o melhor a partir daí. É estratégico, não se desespera e sabe se adaptar ao cenário”, afirma.
De acordo com Julio, ficar em negação, entrar em complacência com a situação, é o caminho para o desespero futuro. Como os sobrevivencialistas dizem: esteja preparado para o pior, mas torça pelo melhor.

Invictus

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