Cobertura militar carrega o peso da honra e da história da humanidade

Para civis pode parecer um “bonezinho”, mas os militares a chamam de cobertura. Há quem pense que a boina é apenas uma peça elegante presente na indumentária militarista, mas sua história, significados e usos provam que
não é só isso. Fato é que, mais que um simples adorno, a boina está presente na história da humanidade, cobrindo, desde pintores e artistas únicos, a tropas de bravos guerreiros.

Hoje a INVICTUS vai falar do uso da boina pelos agentes de segurança que, ao invés de pincéis, carregam armas em punho, colocando a vida em risco ao trajarem suas fardas na missão de tornar o mundo um lugar melhor.

Respeito e benefício tático: policiais de esquadrões de elite optam pelo uso da boina em operações que são consideradas as mais pesadas do cotidiano policial.

Respeito e benefício tático: policiais de esquadrões de elite optam pelo uso da boina em operações que são consideradas as mais pesadas do cotidiano policial.

A origem

Algumas literaturas datam a boina como um adorno utilizado pelos etruscos, na Idade do Bronze, há 3 mil anos a.C. Mas aqui vamos contar uma história mais recente que contextualiza com o nosso foco tático e militar.

Originária dos povos celtas, a boina teve seu primeiro uso militar pelos Caçadores Alpinos da França, em 1889, em cor azul escura. Após isso, na 1ª Guerra Mundial, o registro do uso de boinas foi tímido. Mas entre as duas guerras mundiais, em 1936, a Guerra Civil Espanhola iniciou o processo de popularização militar da boina com os “boina vermelhas” que, posteriormente, nos anos 40, lutaram ao lado da Alemanha nazista no front oriental contra a União Soviética.

 

Soldados espanhóis da “Divisão Azul” na 2ª Guerra Mundial, suas boinas na verdade eram vermelhas.

 

A boina como cobertura

No meio militar, a boina está entre os modelos de cobertura que contemplam usos e ocasiões distintas. O formato quepe é utilizado com trajes de gala e passeio, o gorro de pala é o popular boné, o bibico se assemelha ao “toque”,
ou chapéu de cozinheiro; já a boina está em práticas mais ostensivas, cobrindo, entre outros, batalhões de operações especiais como o BOPE, a ROTA e o GATE, que a vestem na cor preta.

Etimologicamente, o nome “boina” vem do vocábulo basco “boilla”. Ela pode ser confeccionada em diversos tamanhos, tecidos e, especialmente, cores. A boina não é uma peça utilizada para distinguir divisas na hierarquia militar, mas sua variedade de tons serve para diferenciar e dar significado a grupos e batalhões.

Veja, por exemplo, as diferenciações por cor de boinas usadas pelo Exército Brasileiro:

Boina verde-oliva: padrão do Exército Brasileiro.

Boina azul-ferrete: cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras, alunos da Escola Preparatória de Cadetes do Exército, do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, do Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva, da Escola de Sargentos das Armas e do Instituto Militar de Engenharia.

Boina bordô: Brigada de Infantaria Paraquedista.

Boina camuflada: infantaria da selva.

Boina garança: colégios militares.

Boina preta: unidades blindadas ou mecanizadas.

Boina castanha: Brigada de Operações Especiais.

Boina cinza: infantaria de montanha.

Boina azul-ultramar: Comando de Aviação do Exército.

Boina bege: unidades aeromóveis.

Boina azul-celeste: missões de paz das Nações Unidas.

Em geral a principal funcionalidade da boina é a proteção com versatilidade, não comprometendo ações de seus operadores em situação de conflito, por exemplo. Mesmo sem ter aba, ela protege do sol, já que seu design e flexibilidade permitem ao combatente configurar a posição mais adequada na cabeça.

Além disso, as boinas não impedem a visão ampla exigida ao agente na hora das abordagens. Em comparação com o boné, por exemplo, a boina, muito mais que apresentar imponência, cumpre aspectos táticos com mais eficácia
justamente pela ausência de abas.

Certamente é um acessório que transcende meros perfis de elegância e prestígio como objeto decorativo. A boina é uma peça que impõe respeito e excelência na composição do fardamento tanto em situações de risco, como
em solenidades.

Outro ponto fundamental quando o assunto é cobertura militar, é o controle térmico. A exposição de agentes às temperaturas e intempéries climáticas que castigam, somadas às atribuições físicas de suas missões, exigem proteção
cautelosa à cabeça. Sua confecção deve prezar por tecidos repelentes à água e, sobretudo, confortáveis.

 

Foto 3

Além de impor respeito e credibilidade na apresentação, a boina oferece características funcionais que otimizam o cotidiano dos combatentes do Exército Brasileiro.

Os boinas pretas

Quando você vê um militar de boina preta, pode ter certeza, o dia a dia desse cara é pesado. Há controvérsias sobre a origem da boina em cor preta, uns alegam invenção alemã, outros inglesa. Mas a verdade é que a explicação da origem é a mesma: os homens que faziam a manutenção dos carros de combate blindados, além de sofrerem com o calor, eram atrapalhados no serviço pelos robustos e pesados capacetes de aço e couro.

Sensibilizados, os oficiais então determinaram o uso da boina a estes combatentes. A cor preta acabou sendo adotada para camuflar sujeiras e manchas nas coberturas, já que o ambiente das unidades blindadas era repleto de óleo e graxa. Depois disso os “boinas pretas” foram adotados por diversos exércitos do mundo, hoje se tornando conhecidos por operarem em tropas blindadas e mecanizadas.

Da mesma forma que o médico vê com normalidade uma situação cirúrgica complexa, os boinas pretas têm a tarefa diária de dominar a mente e colocar seu preparo à prova em situações de risco extremo.

Mais curiosidades sobre a boina

– Durante a 2ª Guerra Mundial a boina substituiu o chapéu de aba utilizado
pelas tropas inglesas na África, precisamente na região do Saara. O motivo?
As abas, além de atrapalharem o campo de visão do soldado, ampliavam o
alvo dos inimigos, facilitando o tiro certeiro dos alemães.
– Quando as tropas estadunidenses invadiram a Itália, em 1943, tiveram o
primeiro contato com as boinas. Eles não pensaram duas vezes em trocar seus
cigarros por boinas como um souvenir, mas quando vestiram as peças
acabaram gostando. Porém, uma situação no mínimo engraçada surgiu como
problema: uma epidemia de piolho se espalhou entre os soldados e seu uso foi
proibido. A lição que fica é que na guerra até piolho vira arma.

É, a boina está mesmo na cabeça da humanidade, testemunhando histórias que escreveram nosso passado. Está na inspiração do artista e na cobertura do guerreiro. Está em imagens eternizadas, adornando heróis, mártires e figuras controversas; em seres amados e odiados, em líderes de esquerda ou de direita; em gênios como Da Vinci e guerreiros do cotidiano como policiais anônimos que honram a farda em nome da ordem.

O que podemos afirmar é que a boina está na cabeça daquele que, como a INVICTUS, está sempre pronto pra tudo.

A INVICTUS é representante oficial das boinas francesas Défense e Lyon. Maleáveis, ambas garantem caimento perfeito, com reforços para aplicação de distintivos e borda em couro. A Défense é feita 100% em lã “merino”, o mais nobre tecido para vestimentas. Já a Lyon é fabricada em malha de lã, o que lhe permite apresentar um bom custo benefício. As duas têm padrão de qualidade internacional e se destacam também pela durabilidade.

INVICTUS, representante oficial das boinas importadas Lyon e Défense no Brasil.

Invictus

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