Tiro esportivo é prática para quem tem sangue frio o chumbo grosso

Um esporte de alta capacidade de concentração, habilidade, velocidade e com foco total em precisão. Com certeza uma das modalidades esportivas onde, literalmente, estar milimetricamente à frente do oponente pode definir o ouro. E não estamos falando de Usain Bolt cruzando a linha de chegada sorrindo. Hoje o blog INVICTUS vai falar um pouco mais sobre o tiro esportivo.

Agradeça aos chineses

Tudo começa na pólvora, então nesse caso é melhor demonstrar toda a devoção ao grande pensador da guerra, Sun Tzu e seus ancestrais. Após a invenção desse “motor de chumbo” não demorou para que – de novo os chineses – desenvolvessem as primeiras armas de fogo. Com o tempo e a disparada da tecnologia, os materiais bélicos sofreram diversas inovações e hoje fazem a cabeça, norteando o dia a dia de todo cidadão louco por armas.

É claro que o intuito em conceber pólvora e armas nunca foi pensando no esporte, e sim para a guerra (dizem por aí que “se faz guerra para conquistar a paz”, né?), mas o instinto competitivo do homem na busca incessante pela quebra de limites transformou, de forma natural, a arte de atirar em um belo de um esporte. Então, sim, o tiro esportivo é uma prática desportiva de origem militar.

O tiro como esporte olímpico

Como qualquer esporte, o tiro esportivo colecionou uma trajetória particular antes de enfim se tornar esporte olímpico. As primeiras competições foram realizadas na Suécia, no século XIX, e não demoraram para se espalhar por todo o continente europeu. Logo as primeiras publicações acerca das regras da modalidade foram lançadas, bem como a Federação Internacional fundada nos Estados Unidos.

Toda a mobilização e furor no entorno da prática fez que o tiro esportivo já estreasse como esporte olímpico nos primeiros jogos da era moderna, em 1896, em Atenas, na Grécia. Só por título de curiosidade – e até mesmo para ilustrar tamanha evolução do esporte – em 1900, durante as Olimpíadas de Paris, pombos vivos foram utilizados como alvo para os atletas (consegue imaginar isso nos dias de hoje? Melhor não).

Neto de chineses (de novo eles), Felipe Wu é o grande nome do tiro nacional. Ele conquistou a prata nos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Atualmente são 15 as provas disputadas durantes os jogos olímpicos, sendo nove para homens e seis para mulheres. São três categorias: pistola, carabina e tiro ao prato. Vamos conhecer um pouco mais de cada uma delas?

Pistola e carabina

Ambas têm regras de pontuação iguais, a diferença na prática é que o tiro com pistola, por se tratar de uma arma curta, deve ser efetuado com apenas uma mão. Já o tiro de carabina, por razões óbvias, é disparado com o uso das duas mãos.

As provas de tiro ao alvo para pistola e carabina podem ser realizadas com o competidor deitado, em pé ou de joelhos. Os alvos podem ser posicionados a distâncias de 10, 25 e 50 metros, ampliando o grau de dificuldade a cada etapa. O objetivo máximo é acertar o centro do alvo, área onde se concentra a maior pontuação. O vencedor é conhecido após a soma de todos os disparos.

Tiro ao prato

As regras da categoria também são simples, o que não é simples é acertar um prato de 11 centímetros lançado a 88km/h em campo aberto. O tiro considerado certo é todo aquele que quebra qualquer parte do prato. Vence o competidor que estilhaçar mais pratos.

A INVICTUS e o tiro esportivo

Em 2017 a INVICTUS firmou parceria com a delegação brasileira, composta por quatro atiradores do Tocantins, que disputou o Mundial de Tiro Prático com Rifle, na Rússia. Os atletas Rafael Falcão e Roger Knewitz – ambos delegados de polícia civil; Leonardo Ribas – perito criminal e Mauro Knewitz – agente da Polícia Federal., competiram na categoria standard, conquistando a 13ª colocação geral no rifle semi-auto standard.

Para Ribas, o tiro prático, assim como as demais modalidades de tiro, compõe a prática como um esporte, portanto, se enquadra no Tiro Esportivo. A diferença entre as categorias é que cada uma é regida por confederações específicas. Apoiado pela INVICTUS, o time de Leonardo também se sagrou bicampeão brasileiro no rifle standard.

E aí, se identificou com o esporte? Então se prepara que tem muito mais de onde essa matéria veio. Em breve vamos detalhar e conversar um pouco mais sobre a prática do tiro como esporte.

Invictus

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