Elemento clássico do militarismo, placa de identificação é o símbolo de honra, legado e respeito que inspirou também a marca INVICTUS

Quando você “veste” sua identificação, na maioria das vezes, isso o configura como um corajoso, um destemido. É porque isso significa muito mais que seu nome e sobrenome – ainda que estes carreguem um grande peso de honra. Na história das civilizações e suas desavenças guerreadas, a identificação de um homem não tem por objetivo principal apenas informar quem ele é, mas sim quem ele foi, a bandeira que carrega e o ideal pelo qual luta.

A cultura de atribuir marcas e características a guerreiros se expandiu e se desenvolveu ao longo da evolução da humanidade. Os tribais, por exemplo, tatuavam seus corpos de forma única, a fim de que suas famílias pudessem reconhecê-los no caso de um tombamento um pouco mais desfigurado no campo de guerra. Mas, e hoje em dia, por meio do quê se identifica um soldado morto, ou necessitando de resgate à beira da morte; ou a qual pelotão serve, que país ou aliança representa?

Hoje o blog INVICTUS vai contar um pouco da história de um símbolo muito especial para o militarismo e, claro, para a nossa marca. Nós vamos falar da útil, e também cheia de estilo, dog tag; um marco de respeito ao legado e à memória do guerreiro.

Cara, caso o pior aconteça, diga à Jenny que eu a amo

Objeto comum em filmes de guerra, os colares com duas plaquinhas de metal ficaram conhecidos popularmente como “dog tags”. A justificativa criativa? “Assim éramos tratados na segunda guerra mundial, como cães malditos, sarnentos e judiados”, diria um veterano mal humorado, fumando seu charuto ao lado de sua bengala, numa tradicional varanda ornamentada por uma bandeira estadunidense tremulante e altiva sobre o gramado verde e bem aparado de um jardim sem cercas.

Mas, antes de ganharem esse apelido “carinhoso” atual, as placas de identificação militar passaram por algumas adequações conforme as necessidades descobertas no front. Até onde se sabe, o primeiro registro de sua utilização foi durante a Guerra Civil dos Estados Unidos, em 1864. Na época os soldados – a caminho do desconhecido – preferiam se precaver anotando seus nomes em lenços e fixando-os nas fardas, ou gravando em “pingentes” de madeira.

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Em 1899 as placas de identificação foram então padronizadas, mas somente em 1913 o uso foi considerado obrigatório. A Marinha dos Estados Unidos usou um disco metálico pendurado num colar em 1917, porém, foi na Segunda Grande Guerra que o “oblongo” de aço inoxidável (retângulo com ângulos arredondados), surgiu, tornando-se o modelo mais tradicional e utilizado até hoje.

Como utilizar uma dog tag na guerra

Caso tudo transcorra bem, você voltará da guerra com a dog tag balançando no seu peito. Sua farda estará um pouco suja, a pele envelhecida e seu cabelo uma palha; mas seus filhos estarão lhe esperando na volta. Você vai largar suas mochilas no chão e eles virão pra te abraçar – mesmo sujo – ainda na calçada, enquanto toda a vizinhança acompanha a cena emocionada, e Hollywood emplaca mais uma bela redenção.

Mas existe o lado triste: a separação das medalhas. As placas de identificação consistem em duas medalhas de aço inoxidável revestidas por uma borda emborrachada (silenciador). Nelas estão duplamente gravadas em alto relevo informações como: nome, CPF, tipo sanguíneo, religião e dados sobre alergias e doenças.

Em caso de morte, uma das medalhas é arrancada e a outra fica com o corpo do combatente. A que foi retirada do colar será devidamente envelopada, anexada à carta de pêsames e enviada à amada – ou aos pais – do soldado, cheia de honrarias e palavras de exaltação à bravura.

“Minha dog tag está aqui comigo, mas já estive próximo de separar as medalhas. Certa vez quase bati as botas, quando pisei numa mina, no Vietnã. Perdi a perna, mas não perdi a dog tag, ela é meu orgulho (…) e além do mais o Presidente Nixon ainda me condecorou por bravura”, contaria um dos veteranos durões amputados pela Guerra do Vietnã.

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Prepare-se, o cotidiano tem dessas surpresas desagradáveis

Ainda que a dog tag tenha surgido de um anseio profissional de guerra, com a entrada do estilo militarizado em tendências de moda e lifestyle, a peça também foi incorporada ao casual. Mas, mesmo no uso corriqueiro, a dog tag segue com seu propósito.

Ninguém está imune a transtornos e acidentes do dia a dia, por isso a placa de identificação pode cumprir sua função em qualquer cidadão. O instrumento pode ser utilizado por crianças que ainda não sabem dizer o nome, telefone dos pais ou endereço; para identificar o tipo sanguíneo, diabetes ou alergias; doenças do coração e até mesmo para pacientes de Alzheimer. Isso é útil a motociclistas, pilotos, salva-vidas, exploradores, escoteiros, policiais e outra infinidade de pessoas que estão sempre em movimento e, por consequência, mais expostos a imprevistos.

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INVICTUS

A dog tag parece um instrumento simples, e é. Pode ser chamado de adorno? Pode. Mas o mais importante é que, mesmo como assessório, não deixa de cumprir sua importante função desde séculos atrás. Para a INVICTUS é uma honra ter na nossa marca a medalha que brinda à memória e ao legado de combatentes preparados e abnegados por suas missões; um marco de honestidade, coragem e trabalho em equipe.

O que transmitimos com o uso da dog tag estampada em nossa marca são nossos valores, a conduta a qual regemos nosso trabalho e o respeito às pessoas que acreditam e se vestem com nosso ideal. É um signo de fidelidade. A fidelidade que empregamos ao desenvolver nossas ferramentas de batalha; a fidelidade que recebemos de cada guerreiro invicto que utiliza nossos instrumentos para vencer os desafios do dia a dia.

A dog tag é um eterno símbolo de respeito que jamais deve ser menosprezado, ela é motivo de orgulho, pois carrega o nome e as características do guerreiro mais importante no combate: você.

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Invictus

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